Infarto: dos sintomas a prevenção, tudo que precisa saber

As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% das mortes no Brasil. Dentre estas, o infarto é uma das principais causas.

O coração é músculo e tem como função, bombear o sangue para todo o corpo.

O infarto ocorre quando o fluxo de sangue que leva ao miocárdio (músculo cardíaco) é bloqueado por um tempo prolongado, de modo que parte do músculo cardíaco seja danificado ou morra, pode ser fatal.

Com tratamento adequado, é possível evitar danos significativos no músculo cardíaco e isso é primordial para que o paciente possa viver muitos anos sentindo-se bem.

No Brasil, segundo estimativa do Ministério da Saúde, ocorrem cerca de 300 mil infartos por ano, provocando cerca de 80 mil mortes anualmente.

Sintomas:

As dores nem sempre são tão características, mas a dor típica tende a ser no meio do peito, em aperto, espalhando para o braço esquerdo, acompanhada de sudorese, náusea e palidez cutânea.

Em mulheres, os sintomas são um pouco menos intensos.

As vezes temos associações de: vômitos, fraqueza intensa, palpitações, falta de ar, sensação de ansiedade, fadiga, sonolência, tontura ou vertigem.

O infarto pode ocorrer a qualquer momento – no trabalho, praticando exercícios ou mesmo descansando, durante relação sexual, após refeições copiosas, durante stress ou emoção intensa. Algumas vezes ele é súbito, em outras leva horas.

Causas:

Colesterol elevado, presença de placas de gordura no sangue - aterosclerose (placa de colesterol).

Homens acima dos 45 anos e mulheres com 55 anos ou mais tem maior propensão ao infarto.

Tabagismo

Hipertensão

Diabetes

Histórico familiar de infarto

Sedentarismo

Obesidade

Estresse

Alcoolismo

Uso de drogas ilegais estimulantes, como cocaína, que podem causar espasmos das artérias do coração e levar ao infarto, mesmo elas estando normais.

Cerca de 50% a 60% dos infartos ocorrem em pessoas previamente assintomáticas. Por conta disso, o check-up é tão importante.

Diagnóstico:

É extremamente importante, na presença dos sintomas descritos anteriormente, a procura de um pronto socorro mais próximo imediatamente. Conforme o tempo passa a dor pode até diminuir, mas o dano torna-se mais extenso e irreversível.

Algumas recomendações úteis:

Ligue para emergência e peça ajuda. Não hesite em ligar para o SAMU ou outro número de emergência. Peça para alguém levá-lo até o hospital mais próximo. Caso você tenha comprimidos de ácido acetilsalicílico infantil em lugar de fácil acesso, é importante tomar o medicamento. Ele ajuda a dissolver o coágulo de sangue que, junto com placas de gordura, estão obstruindo a artéria. Devem ser administrados três comprimidos de 100mg o mais rápido possível, mastigando antes de engolir, para acelerar a absorção da medicação. No entanto, faça isso depois de ligar para a emergência, de forma a não atrasar sua chegada ao hospital. Verifique se alguém próximo tem treinamento de atendimento básico de emergência e sabe usar um DEA (desfibrilador automático externo) e verifique se há um disponível. Este aparelho é capaz de salvar vidas durante um episódio de parada cardíaca.

  • Uma boa consulta com um médico emergencista, ou do pronto socorro irá questioná-lo sobre seu histórico de saúde e histórico familiar de doença cardíaca. O exame físico e alguns exames como eletrocardiograma (ECG), exames de sangue, radiografia do tórax, por vezes um ecocardiograma, até um cateterismo de coronárias, em casos não tão urgentes, um teste ergométrico, após o quadro estar estabilizado e uma tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética.

Tratamento:

O tratamento varia de acordo com a situação. Desde apenas medicamentos, a ser submetido a um procedimento invasivo, como angioplastia com ou sem implante de stent, ou cirurgia de revascularização miocárdica (ponte de safenas por exemplo) ou ambos - dependendo da gravidade do seu estado e da quantidade de danos ao seu coração.

Somente o médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes

Não há dúvida de que a melhor maneira de evitar o infarto é reduzir a exposição aos fatores de risco.

Prevenção:

Controle seus hábitos de vida e se você já teve um infarto antes, saiba que, quem já teve apresenta um aumento em 5x as chances de um novo infarto.

  • Não fume

  • Controle a pressão arterial

  • Controle o colesterol e os triglicérides

  • Evite o sedentarismo, faça atividade física regularmente

  • Faça check-ups médicos regulares

  • Mantenha o peso ideal

  • Tenha uma dieta saudável

  • Controle o diabetes

  • Controle o estresse

  • Não ingira álcool em excesso

  • Tome seus remédios, para quem for indicado, regularmente, seguindo à risca as orientações de seu cardiologista

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Fonte: Eu Atleta, SOCESP

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