Metade dos brasileiros não sabe a duração de um tratamento para o colesterol


𝐌𝐞𝐭𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐨𝐬 𝐛𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐧ã𝐨 𝐬𝐚𝐛𝐞 𝐚 𝐝𝐮𝐫𝐚çã𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐜𝐨𝐥𝐞𝐬𝐭𝐞𝐫𝐨𝐥


Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) constatou que os níveis elevados de colesterol atingem cerca de quatro em cada dez brasileiros adultos. Isso corresponde aproximadamente a cerca de 60 milhões de pessoas adultas, ou 40% da população.


O estudo ainda revelou que aproximadamente 11% da população adulta brasileira nunca fez exame de colesterol.

41% dos brasileiros não se preocupam com as taxas de colesterol, 67% das pessoas não sabem a taxa atual de colesterol e 65% desconhecem que o LDL é o colesterol ruim.

E 49% não sabem a duração correta de um tratamento para baixar o colesterol e a necessidade acompanhamento médico.


70% só fez exame após os 45 anos


Os índices elevados de colesterol são mais frequentes em mulheres (25,9%) do que em homens (18,8%). Adultos entre 55 e 64 anos são os mais afetados (41%).

O colesterol, tipo de gordura produzida pelo fígado, é responsável pela sintetização de hormônios, como testosterona e estrógeno, e componente das membranas celulares. Cerca de 70% é produzido pelo corpo, sendo o restante adquirido pela alimentação.


Tendências genéticas, obesidade, diabetes, hipertensão e sedentarismo são fatores que contribuem para a elevação dos índices do colesterol.

Em excesso, ele acelera o entupimento de artérias, levando ao infarto ou ao AVC.


Hábitos como alcoolismo e tabagismo, associados a níveis elevados de colesterol, contribuem para o aumento do risco de doenças cardiovasculares. O alcoolismo interfere diretamente no fígado, onde o colesterol é metabolizado, e o tabagismo bloqueia a metabolização dessa gordura.


Apesar dos altos índices de colesterol na população, não são todas as pessoas que precisam fazer uso de medicamentos para baixar esses níveis. Dependendo do grau de risco do paciente, por isso é importante a visita a um cardiologista, para verificar em qual enquadramento você se encontra, mudanças no estilo de vida e na alimentação já são tratamentos eficazes.


Os níveis de colesterol se dividem entre o colesterol bom (HDL) e o ruim (LDL).

O colesterol bom tem a função de levar o colesterol ruim, que se deposita nas veias e artérias, para o fígado para que seja expelido.

O HDL, que deve ter os níveis acima de 40 mg/dl nos homens e acima de 50 mg/dl nas mulheres, é encontrado em alimentos que tenham gorduras insaturadas, como castanhas, azeite e peixes.

Já o LDL, que deve ter seus níveis abaixo dos 100 mg/dl, é encontrado em alimentos com gorduras saturadas, como carnes vermelhas, frituras e alimentos embutidos, como presunto e bacon, e predispõe a pessoa a ter doenças cardiovasculares.

Os triglicérides não são colesterol, mas também são gordura. A diferença, é que o colesterol é sintetizado pelo corpo - apenas uma pequena parte é adquirida pela dieta - enquanto os triglicérides são oriundos da alimentação. Outra diferença é que o colesterol é um precursor de hormônios, já os triglicérides servem como uma forma de armazenamento energético do corpo.

O colesterol bom, por exemplo, tem funções benéficas para o organismo, mas os triglicerídeos não, podendo aumentar a gordura corporal, quando em excesso, os triglicérides se acumulam como forma de gordura no tecido adiposo, podendo causar pancreatite, no caso de acúmulo de gordura no pâncreas, por exemplo.


A melhor forma de controlar o colesterol e, por consequência, prevenir doenças relacionadas ao entupimento de artérias, é ir ao médico pelo menos uma vez ao ano para acompanhamento clínico e adotar um estilo de vida saudável, com atividade física regular e alimentação equilibrada.



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