Suplementos multivitamínicos: servem ou não para o coração?


Não há comprovação científica de que multivitamínicos beneficiem saúde do coração


Para quem usa esses suplementos com a finalidade de proteger o coração de eventos cardiovasculares, tenho uma notícia não muito animadora. O uso de suplementos multivitamínicos e minerais não previne infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por doença cardiovascular, apontou a revisão de uma meta-análise abrangente feita com pesquisas relevantes.


"A lição é simples: não há evidências científicas de que os suplementos multivitamínicos e minerais beneficiem a saúde cardiovascular” declarou o autor do estudo, Dr. Joonseok Kim, da University of Alabama em Birmingham (EUA), publicado em julho de 2018, no periódico Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes.


Quase metade dos adultos americanos toma suplementos vitamínicos e minerais, mas poucos benefícios foram comprovados.


Suplementos multivitamínicos nunca substituirão uma alimentação saudável e alanceada.

No que se refere a multivitamínicos e doenças cardiovasculares, especificamente, nem estudos observacionais nem ensaios clínicos randomizados revelam benefícios claros para a prevenção primária ou secundária


Além disso, os micronutrientes dos alimentos são mais bem absorvidos pelo organismo do que os suplementos

No geral, não houve associação entre o uso de suplementos multivitamínicos e minerais e a mortalidade por doença cardiovascular, informaram os pesquisadores.


O uso de suplementos multivitamínicos e minerais pareceu estar associado a menor risco de incidência de doença coronariana.

No entanto, esta associação não permaneceu significativa.


Em decorrência das mudanças no padrão alimentar da população, a suplementação da dieta com micronutrientes é prática comum. A preocupação com a saúde e a facilidade de comercialização dos suplementos vitamínicos e/ou minerais, aliadas ao forte apelo publicitário, têm estimulado a população ao consumo indiscriminado desses produtos, o que pode acarretar riscos à saúde.



A American Heart Association não recomenda o uso de suplementos multivitamínicos e minerais na prevenção de doença cardiovascular.

No caso dos multivitamínicos, faz sentido que algumas vitaminas possam reduzir o risco de doença cardiovascular, por serem anti-inflamatórias ou, mais amplamente, por melhorarem a saúde e o bem-estar. No entanto, neste caso, parece que o não fazem, assim sendo, o uso de multivitamínicos para doença cardiovascular entra para a lista de práticas plausíveis, porém inúteis em cardiologia", concluíram.


Ressalto que ainda, a melhor forma de mudar estilo de vida é as pessoas a usarem métodos comprovados para reduzir o próprio risco de doença cardiovascular – como comer mais frutas e legumes, fazer exercícios, controle de peso e evitar o tabaco.

Assim, a suplementação multivitamínica de rotina não é recomendada para a população em geral, embora uma abordagem direcionada seja apropriada em certos momentos da vida e para os grupos de alto risco", como por exemplo durante a gestação, quando a suplementação com ácido fólico e vitaminas do pré-natal apresenta resultados positivos, e na meia-idade ou para os idosos – destes, alguns podem se beneficiar da suplementação de vitamina B12, vitamina D e/ou cálcio.


Os grupos de alto risco, como as pessoas com síndromes de má absorção, dietas restritivas, osteoporose, anemia perniciosa e degeneração macular relacionada à idade, bem como as pessoas que fazem uso prolongado de metformina ou inibidores da bomba de prótons, também podem se beneficiar dos suplementos alimentares.


Cuide bem de quem bate por você!


Leve seu coração ao cardiologista!!!


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